Quem Somos
A ancestralidade indígena flui em minhas raízes, traçando sua presença em minha vida cotidiana. A figura da minha bisavó permanece como um vínculo que atravessa o tempo, deixando vestígios marcantes no meu dia a dia ensejando meu trabalho e dedicação ao campo.
O calor do fogo sempre teve um significado especial para mim. Aquele crepitar de lenha, o aroma que se espalha pela cozinha, tudo isso me transporta para as memórias da minha amada avó, Gabriela Dorneles Xavier, mulher guerreira e destemida, cujo nome, de tanta ressonância, honramos ao dar à nossa primeira filha.
Os campos me remetem ao meu avô, Onofre Rodrigues Xavier que com suas técnicas e habilidades no manuseio dos mourões, arames e suas lides campeiras deixou sua marca nas estâncias e fazendas gabrielenses.
Nossa segunda filha, Helena, recebeu seu nome em homenagem à minha querida sogra, Maria Helena. Um tributo a uma mulher forte que nos passa suas experiências todos os dias.
E a fazenda, um lugar que nos envolve com seu abraço tranquilo, é chamada de Santa Helena. Um nome que carrega a história da construção feita por Edil da Cunha Fagundes e Maria Helena Kirchoff Fagundes. É aqui que nossa jornada se entrelaça com essa terra, onde o chalé foi erguido com amor e dedicação.
Nossos dias costumavam ser regidos por metas e pressões, uma vida urbana como bancários. Mas quando o tempo da aposentadoria chegou, trocamos os gráficos e indicadores por uma existência mais tranquila. As batidas frenéticas foram substituídas por um ritmo mais sereno, onde cada momento é apreciado com a profundidade que merece.

A raça que criamos é corriedale. Nós usamos a lã merino para fazer peças mais delicadas. A lã merino é mais fina. A Fazenda Santa Helena está com um projeto para criar a raça merino



O processo inicia-se com a lã sendo aberta.
Depois de aberta a lã é lavada.
Lã corriedale lavada e cardada


(combed top)
Meu primeiro projeto. Um casaco para nossa neta com a lã corriedale.

Dia de compartilhar ensinamentos



"Permita-se sentir o cheiro da fazenda, o toque das ovelhas criadas a pasto nativo, no Pampa Gaúcho. Esse rico bioma capaz de ser o seleiro do mundo. Queremos possibilitar-lhes usar o que existe de mais puro, singelo, mas ao mesmo tempo, elegantemente lindo."
Simone Xavier Fagundes


